Coalização defende aumento de misturas de biodiesel e etanol
- 29 de abril de 2026
Diante do cenário de volatilidade dos preços de energia, os biocombustíveis do Brasil representam uma ferramenta indispensável para conter a pressão inflacionária e colocar o país na liderança da transição energética global.
Nossa vantagem nos combustíveis renováveis foi reafirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à União Europeia, quando ressaltou a capacidade do país em entregar energia limpa em escala, com competitividade e garantindo segurança alimentar e energética.
Manifestações recentes de publicações e de entidades de prestígio, como a “The Economist” e a Agência Internacional de Energia (AIE), vão no mesmo caminho e atestam o desempenho competitivo brasileiro na produção de biocombustíveis.
Nesse contexto, a Coalizão dos Biocombustíveis reforça o apelo para que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprove a elevação da mistura de biodiesel no diesel fóssil para 17% e do etanol na gasolina para 32%.
Não há impedimentos por parte do mercado brasileiro em avançar com os compromissos assumidos na COP30, ou em avançar com a implementação do Mapa do Caminho e da Lei do Combustível do Futuro em sua plenitude. Muito pelo contrário.
O Brasil reúne condições extremamente favoráveis para impulsionar o mercado de biocombustíveis, protegendo o consumidor, dando competitividade à indústria da proteína e reduzindo emissões em acordo com os compromissos internacionais firmados pelo Estado brasileiro.
A elevação da mistura de biodiesel para B17 e o avanço do etanol para E32 são passos coerentes com esse cenário. O aumento da participação dos biocombustíveis na matriz de transportes reduz a exposição à volatilidade internacional, fortalece a segurança energética, estimula investimentos e gera emprego no país.
O país tem escala, tecnologia e recursos para responder a essa necessidade. Tudo que precisamos é do empenho do governo brasileiro em tomar essa decisão – que não é de governo, mas de Estado – e aproveitar essa janela.
Postergar esse avanço é desperdiçar uma vantagem competitiva que já está dada. Avançar é consolidar o Brasil como liderança global em energia limpa, com capacidade de transformar sua vocação em desenvolvimento econômico.
Dep. Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
Coordenador da Coalizão dos Biocombustíveis29
Dep. Alceu Moreira (MDB-RS)
Presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio)
Dep. Pedro Lupion (Republicanos-PR)
Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
Dep. Zé Vítor (PL-MG)
Presidente da Frente Parlamentar do Etanol (FPEtanol)