Campanha “Biodiesel Patrimônio do Brasil” destaca papel do combustível em meio a pressão pelo B17

    21 de março de 2026

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Em meio à escalada das tensões geopolíticas e ao avanço do debate sobre o aumento da mistura de biodiesel ao diesel, a FPBio (Frente Parlamentar do Biodiesel), em conjunto com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) e Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), lançou a campanha “Biodiesel Patrimônio do Brasil”.

A iniciativa ocorre em um momento de pressão do setor produtivo pela adoção do B17, percentual que amplia a presença do biodiesel na matriz energética e reforça a estratégia de redução da dependência de combustíveis fósseis importados.

A campanha busca promover o biodiesel como um combustível limpo, de origem renovável e com benefícios diretos para o país. Além de contribuir para a redução de emissões e para a melhoria da qualidade do ar, o produto também tem impacto na cadeia de alimentos, ao estimular a produção de soja e proteína animal, ajudando a manter a carne mais acessível.

As entidades destacam ainda os efeitos econômicos do setor. A cadeia do biodiesel gera empregos em todas as regiões do país, movimenta o agronegócio e fortalece a economia nacional.

Outro ponto central da campanha é a previsibilidade regulatória. Para as entidades, a definição de um cronograma claro para o aumento da mistura é essencial para garantir investimentos, ampliar a capacidade produtiva e dar segurança ao mercado.

Na avaliação das organizações, o biodiesel reúne atributos estratégicos em um cenário internacional instável, por ser uma fonte renovável, produzida no país e com capacidade de gerar renda para o povo brasileiro.